terça-feira, janeiro 27, 2026
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Estudante maranhense devolve R$ 200 mil depositados por engano: “Isso vem de criação”

Leandro Pinheiro, 25, que cursa enfermagem em Goiânia, vive com sacrifícios, mas agiu por honestidade. Empresário do agronegócio recompensou gesto.

GOIÂNIA – Em uma semana marcada por notícias de crise e desconfiança, um ato de integridade chamou a atenção do país. Leandro Pinheiro, estudante de enfermagem de 25 anos, natural de Santa Inês (MA) e residente em Goiânia, devolveu integralmente R$ 200 mil que foram depositados por engano em sua conta bancária por um empresário do agronegócio de Cuiabá (MT).

A transação equivocada ocorreu na sexta-feira (16), quando o empresário, ao pagar por uma carreta de bovinos, digitou incorretamente a chave PIX do fornecedor. O valor foi parar numa conta antiga e pouco utilizada de Leandro.

Desespero e calmaria
Ao perceber o erro, o empresário entrou em contato com o estudante em estado de desespero. “Eu acalmei ele, falei para ele ter paciência que, se estivesse na minha conta, seria devolvido. Da forma que entrou, também iria sair”, contou Leandro.

Apesar da boa vontade, o alto valor acionou mecanismos de segurança do banco, que bloquearam a conta. Foram necessários quatro dias de ligações e procedimentos até que o estorno fosse liberado, na terça-feira (20).

Honestidade como legado
Desempregado e enfrentando uma rotina de sacrifícios para manter o sonho da faculdade de enfermagem, Leandro atribui sua atitude aos valores familiares. “Isso vem de criação de pai e mãe, sempre na linha da honestidade. Meu pai faleceu, mas deixou esse legado”, declarou, emocionado.

Como agradecimento, o empresário – que preferiu não se identificar – enviou uma recompensa de R$ 1.000 ao jovem. Em mensagem, afirmou: “Dinheiro vem e dinheiro vai. Valores e honestidade não têm preço que pague”.

Além da obrigação legal
A conduta de Leandro vai além da mera obrigação jurídica. A legislação brasileira tipifica a retenção indevida de valores como crime de apropriação indébita (Art. 169 do Código Penal), sujeito ainda a ação por enriquecimento sem causa. Para o estudante, porém, a decisão foi simples: uma questão de caráter.

O caso repercutiu nacionalmente, transformando o jovem em um exemplo raro e inspirador de integridade em tempos de crise de valores.

Imagem Instagram

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